terça-feira, 15 de março de 2011


Não consigo viver em ti
Respirar sem sentido é o que faço quando você esta longe
Prefiro então um sono profundo e duradouro
A escuridão sem luz no fim do túnel
Desejo então viver ao seu lado
Faço o impossível para não ser deixada

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Todos falam sobre igualdade social, engraçado que todos querem o melhor carro e a melhor roupa... Simplesmente para ser vistas com outros olhos!

Situação de desconforto
Uma realidade quase inútil
Varias coisas passam na minha cabeça
O desejo de eternizar aumenta
Pois eu já morri três vezes mesmo!
Sofro a dor que dilacera a alma
E se mostra na face
Sou aquele que respira mais não vive
Que chora e nem sabe o motivo
Na minha pele ficam cicatrizes de dias e momentos mal vividos
Sou apenas um corpo que implora pelo descanso
Peço então, somente uma alma nova
Pode ser simples ou mau

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Chamas depressivas


Há um tipo de angustia
Aquela que mais amarga a alma
E empobrece o espírito
Não é culpa de quem as sente
É apenas resultado de uma dor que parecia que não ia passar nunca
E quem disse que o inferno existe? eu concordo
O inferno esta dentro do corpo e da mente do depressivo
Ter depressão é apenas habitar no inferno, vermelho e quente
É assim que às vezes me sinto

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

A dona


Ela é morena, ruiva, talvez loura
Inteligente fascinante e desesperada
Ouve musica escreve poema
Ela é revoltada
Simplesmente não aceita a desigualdade e hipocrisia
Ela mente e fala mal dos outros
Sente carinho e amor
Desprezo e dor
Acorda e dorme cedo
Vive no mundo que ela escolheu
Ninguém pode gritar
Ela se assusta e chora
Tem um passado sombrio e doloroso
Faz do presente a chance de ser feliz
Talvez um dia ela consiga
Tenta ajudar
As letras são sua terapia
Vive entre o ódio e o amor
Entre a loucura e a talvez sanidade
Gosta do seu jeito sincero
Ferra-se muito, mais não muda
Talvez nem queira mudar
Não saberia distinguir se o que ela sente seja bom ou mal
Ela só vai levando
Levando ate onde ela agüenta!

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Amargura de Paulo Coelho

Para os amargos, os heróis e os loucos sempre foram fascinantes: eles não têm medo de viver ou morrer. Tanto os heróis como os loucos são indiferentes diante do perigo, e seguem adiante.

O louco se suicida, o herói se oferece ao martírio em nome de uma causa – mas ambos morrem, e os amargos passam muitas noites e dias comentando o absurdo e a glória dos dois tipos.

É o único momento em que o amargo tem força para galgar sua muralha de defesa e olhar um pouquinho para fora; mas logo as mãos e os pés cansam, e ele volta para a vida diária.

O amargo crônico só nota a sua doença uma vez por semana: nas tardes de domingo. Ali, como não tem o trabalho ou a rotina para aliviar os sintomas, percebe que alguma coisa está muito errada – já que a paz destas tardes é infernal, o tempo não passa nunca, e uma constante irritação manifesta-se livremente.

Mas a segunda-feira chega, e o amargo logo esquece os seus sintomas – embora externamente blasfemando contra o fato de que nunca tem tempo para descansar, e os fins de semana passam muito rápido.

A única grande vantagem da doença, do ponto de vista social, é que já se transformara numa regra. Os amargos não constituem uma ameaça à sociedade, já que – por causa das altas muralhas construídas ao redor de si mesmos – estão totalmente isolados do mundo, embora pareçam partilhar dele.
O silencio dos inocentes me atrai
Ele me distrai
O barulho da multidão me fere
Como espada sem corte
Os ruídos do inferno eu escuto daqui
Deve ser por isso que não tenho paz!

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Andreia minha mãe

A ela eu dedico minha vida
Pois, se não fosse sua paciência e força
Já não estaria aqui
Por isso digo milhões de vezes Eu Te Amo
Ela me deu a vida somente uma vez!
Mais me devolveu a vida inúmeras vezes
Ela me salvou de tudo e de todos
Dos sentimentos sombrios e desesperadores
Ela é meu anjo da guarda
Meu raio de sol
Meu bem mais precioso
Eu sei que com ela eu sempre vou poder contar
A mulher mais especial que já conheci
A mais forte e frágil
A mais engraçada e delicada
Para os outros ela é simplesmente uma mulher
Mais pra mim ela é a melhor Mãe do mundo!
Eu vou te amar até eternidade.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Virginia Woolf escreveu:


"Considerando como a doença é comum, como é tremenda a mudança espiritual que traz, como é espantoso quando as luzes da saúde se apagam, as regiões por descobrir que se revelam, que extensões desoladas e desertos da alma uma ligeira gripe nos faz ver, que precipícios e relvados pontilhados de flores brilhantes uma pequena subida de temperatura expõe, que antigos e rijos carvalhos são desenraizados em nós pela ação da doença, como nos afundamos no poço da morte e sentimos as águas da aniquilação fecharem-se acima da cabeça e acordamos julgando estar na presença de anjos e harpas quando tiramos um dente, vimos à superfície na cadeira do dentista e confundimos o seu "bocheche... bocheche", com saudação da divindade debruçada no chão do céu para nos dar as boas-vindas - quando pensamos nisto, como tantas vezes somos forçados a pensar, torna-se realmente estranho que a doença não tenha arranjado um lugar, juntamente com o amor, as batalhas e o ciúme, por entre os principais temas da literatura".
Este é um trecho de seu livro "Acerca de estar doente".

Como ajudar um bipolar

A escritora Lana R. Castle, autora de "Duas Faces de uma Vida", lançado em novembro no Brasil, conta sua história pessoal. No livro, ela afirma que quem convive com um paciente de transtorno bipolar também sofre. Pode se sentir irritado e frustrado. Mas palavras agressivas só pioram a situação. É possível demonstrar interesse e dar apoio com cuidado, como mostram os trechos do livro a seguir
SUZANE FRUTUOSO


"Lembre-se que os sintomas da pessoa relacionam-se a uma doença, e que essa doença não define a pessoa como um todo. Ajudar alguém a enfrentar uma crise envolve compaixão, paciência e sensibilidade genuínas."
"Ofereça à pessoa toral atenção, mantenha contato visual, e evite inquietar ou conter a pessoa, desde que ela não esteja sendo destrutiva. Ouça sem interromper ou tentar conduzir a conversa. Ao ouvir, resuma os comentários da pessoa, para confirmar se os entendeu bem. Resista ao impulso de fazer comentários simplesmente para ocupar o silêncio. O simples fato de estar no mesmo cômodo pode demonstrar o seu apoio, independentemente da pessoa desejar falar ou não.
Segure a mão ou toque gentilmente o braço da pessoa, se ela estiver aberta ao contato físico; Ofereça um ombro para ela chorar (e tenha um monte de lenços de papel à mão); Abrace-a, se o relacionamento de vocês permitir o contato físico."


Palavras que ajudam

Estou preocupado porque ultimamente você tem estado diferente;
Existe alguma coisa perturbando você?;
Estou aqui para ouvir, se você quiser falar;
Isso deve ser muito difícil para você;
Lamento que você esteja sofrendo;
Por favor, não desista. Você significa muito para mim;
O que o ajudaria mais nesse momento?;
Nós podemos resolver isso juntos;
Você não está sozinho nessa;
Eu amo você e não vou deixá-lo;
Estamos aqui nesse mundo para ajudar um ao outro.


Palavras que machucam

Você acha que você tem problemas?!;
Quem disse que a vida é justa?;
Pare de choramingar e sentir pena de si mesmo;
Você não tem motivos para se sentir deprimido. Deveria estar feliz por não ter um problema real;
Já é hora de mudar de atitude;
Você é preguiçoso e irresponsável. Está na hora de crescer;
O que há com você? Precisa ter mais juízo;
Você nunca pensa nos outros. Está deixando todo mundo constrangido;
Você está embriagado? Ou está tomando drogas?
Controle-se, seu maluco!